Centenário de Nelson Rodrigues

23/08/2012

Nelson Rodrigues, que estaria completando 100 anos nesta quinta-feira (23), foi chamado de pornográfico, imoral, louco, reacionário, tudo isso ao revolucionar o teatro brasileiro, em meados do século 20.
Pernambucano que se mudou para o Rio de Janeiro ainda criança, ele começou a vida como jornalista e estreou no teatro em 1941, com a peça A Mulher sem Pecado. Apenas dois anos depois, escreveu Vestido de Noiva, peça narrada em três planos – alucinação, memória e realidade – que se tornou um enorme sucesso de público e crítica.
De acordo com o diretor de teatro Marco Antônio Braz, Nelson Rodrigues está para o teatro brasileiro como a Semana de 22 está para a literatura. Foi ele quem trouxe a coloquialidade, um olhar agudo sobre a realidade do povo e da classe média e fez com que a dramaturgia do País finalmente chegasse em sua fase adulta – enfrentando todas as críticas e censuras impostas ao seu trabalho.
Além do teatro, Nelson nunca deixou de escrever em jornais. Seus contos – em especial a famosa série A Vida Como Ela É… – são retratos deliciosamente trágicos da classe média brasileira, principalmente aquela da Zona Norte carioca, onde cresceu. Suas crônicas sobre futebol ¿ ele era um fanático torcedor do Fluminense – também são relatos impressionantes do esporte que mais desperta paixão entre os brasileiros.

O que é cremação?

30/03/2011

Apesar de apenas 5% das famílias brasileiras optarem pela cremação, esse procedimento é um dos processos mais antigos praticados pelo homem.  Em diversas sociedades primitivas, o costume era frequente, por se tratar de uma ação prática e higiênica, protegendo o resto do grupo de tornar-se presa fácil para animais de grande porte.  Os gregos adotaram a cremação por volta de 1000 AC, seguidos pelos romanos em 750 AC. Nessas civilizações, como a cremação era considerada um destino nobre aos mortos, o sepultamento por inumação ou entumulamento era reservado aos criminosos, assassinos e aos fulminados por raios (considerada até então uma “maldição” de Júpiter).

Atualmente, é aceita por cristãos, budistas e espíritas,  superando o número de enterros no hemisfério norte.  Para a religião judaica, a cremação não é praticada, pois o corpo não pode ser destruído, com o argumento de que a alma se separaria dele lentamente durante a decomposição.

O que é cremação?

É um procedimento moderno que acelera a decomposição do corpo transformando-o em cinzas.

Qual a diferença entre velório e cremação?

O velório é realizado normalmente e a sua duração, como no caso do sepultamento, é  decidida pela família. Após o velório, ao invés de ser sepultado, o corpo é encaminhado para a cremação, sendo necessário o ataúde (caixão) para que o corpo seja cremado.

Quais os trámites legais para ser cremado? É preciso deixar por escrito o desejo de ser cremado?

Para o corpo ser cremado é necessário, por determinação legal, aguardar no mínimo 24 horas do óbito. Além de:

– Declaração de vontade expressa em vida.

– Autorização de dois familiares para morte natural.

– Autorização judicial ou policial para morte violenta.

– Atestado de óbito firmado por dois médicos particulares ou um legista com CRM legível.

Como ocorre a cremação?

O corpo dentro do ataúde é colocado no equipamento de cremação. Através de um processo que dura entre duas a três horas, chamado de pirólise, este corpo é reduzido a fragmentos minerais que são removidos do forno e colocados em um processador para redução final. Os restos cremados resultantes, pesando entre 2 a 5 kg, são colocados numa urna que é entregue à família.

O que fazer com a urna e os restos depois da cremação?

A opção pela cremação não exclui a possibilidade da família ter um local para homenagear seus familiares, como no caso do sepultamento. Alguns especialistas inclusive recomendam que exista um local de referência para as gerações futuras. Existem locais específicos para guardar a urna, como o Columbário – sala com espaços especiais e visor de vidro, ou espaços perpétuos com acabamento em granito no próprio Crematório Metropolitano. Caso a família prefira, os restos cremados podem ser espargidos, normalmente em bosques, no mar ou em locais de sua preferência.

Fontes: Wikipedia, Revista Mundo Estranho e Revista Superinteressante

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