Sariras: relíquias da cremação budista

05/09/2011

A cremação é uma prática amplamente utilizada pelos budistas. Quando um mestre budista morre, por exemplo, seu corpo geralmente é cremado. Entre as cinzas de alguns desses mestres, foram encontradas pequenas pedras cristalinas em formato de pérolas, chamadas sariras (que significa “relíquia” em sânscrito), às quais os budistas atribuem poderes místicos.

Essas pedras costumam ser guardadas em templos, dentro de urnas específicas. Os budistas acreditam que as sariras de um mestre contêm sua sabedoria e essência vital, e que qualquer pessoa que entre em contato com elas será contagiada por essa energia. A mitologia budista conta que, quando da cremação de Sidarta Gautama, o Buda Shakiamuni, criador do budismo, foram encontradas cerca de 80 mil sariras.

A explicação científica é que as partículas minerais, presentes nos ossos, fígado, rins e outros órgãos, expostas às altas temperaturas, se fundem, formando os cristais. Para os praticantes do budismo, no entanto, a presença de sariras é uma prova de que a pessoa cremada era “iluminada” e, quanto mais claras forem as pedras, mais pura era a sua alma.

Fonte: Wikipedia

Projeto de Apoio a Enlutados: Religiões

17/08/2011

Ocorre, neste final de semana, mais um encontro do Projeto de Apoio a Enlutados (PAE), iniciativa do Grupo Cortel.

O ciclo Religiões aborta a temática do luto sob o viés de diferentes crenças. Veja abaixo a programação para os dias 20 e 21 de agosto.

Como as religiões encaram a morte

11/04/2011

CANDOMBLÉ
Significado: a vida continua por meio da força vital do indivíduo. A parte imperecível do corpo (ou “ori”) não acaba. E toda morte é fruto de uma intervenção.

Preparação: cultivando sempre sua força vital, pois as pessoas podem mudar seus destinos, apesar de existirem interferências na morte.

Reencarnação: o “ori” volta para a mesma família, mas em outro corpo. Já os homens fortes, que têm filhos, maturidade, prestígio social e morte aceitável, tornam-se ancestrais.

Ritual: denominado “axexê”, o rito funerário começa após o enterro e costuma durar vários dias. Na cerimônia, algumas pessoas que têm relação com o morto são chamadas para participar do ritual em que o espírito do corpo é encaminhado para outra terra. Nessa passagem, elementos simbólicos e materiais (objetos pessoais sacralizados) são quebrados e jogados em água corrente.

Luto: a morte é uma desordem que leva tempo para ser superada. Após alguns anos, aquela pessoa passa a interferir na energia vital do grupo ao qual pertencia.

CATOLICISMO
Significado: é vista como uma passagem, a porta de entrada para a ressurreição. A religião enxerga apenas os vivos e os ressuscitados. Não existem mortos.

Preparação: ter em mente que a vida é um dom divino e deve ser vivida da melhor forma possível.

Reencarnação: todos serão ressuscitados porque Cristo é quem livra a pessoa do pecado, mas não existe a reencarnação. Corpo e alma são uma coisa só.

Ritual: vela-se o corpo e, além das orações populares que costumam ser feitas durante o velório católico, como o pai-nosso e a ave-maria, um padre ou ministro faz uma celebração para encomendar a vida da pessoa para as mãos de Deus. As velas, colocadas ao lado do caixão, simbolizam a luz de Cristo ressuscitado e a vida que vai se consumindo, mas que sempre brilha.

Luto: são feitas celebrações em memória do morto no sétimo dia, no primeiro mês e no primeiro ano. Acredita-se que esse processo precisa ser vivido para que se possa lidar da melhor forma com a morte.

ESPIRITISMO
Significado: a morte não existe porque acredita-se na eternidade do espírito. O corpo é uma veste, e a reencarnação serve para o espírito evoluir.

Preparação: aprende-se a agir após os estudos de livros de Allan Kardec, pai do espiritismo. Como acredita-se que o médium é intermediário entre os vivos e a alma dos mortos, isso significa que existe a possibilidade de comunicação com o espírito que já deixou aquele corpo.

Reencarnação: quando o corpo morre, o espírito se desliga e fica no mundo espiritual estudando e se preparando para uma nova reencarnação. As encarnações acontecem até o espírito atingir sua evolução.

Ritual: o corpo é velado e enterrado ou cremado. As preces ajudam o caminho para o mundo espiritual.

Luto: não existe porque não se acredita na morte.

ISLAMISMO
Significado: passagem desta vida para outra, eterna. Quem fizer o bem será julgado por Deus e vai para o paraíso. Quem fizer o mal também será julgado e irá para o inferno. Preparação: desde a infância é passada a noção de que tudo que começa tem um fim. Reencarnação: não acredita. A alma teve tempo suficiente na terra para cumprir sua tarefa.

Ritual: o corpo é lavado pelos familiares -sempre do mesmo sexo- e enrolado em três panos brancos. Depois, é colocado em um caixão para que os parentes mais próximos se despeçam e levado à mesquita. A partir daí, apenas os homens participam.

Luto: dura três dias. Quando a mulher perde o marido, o tempo sobe para 130 dias, período em que ela não pode sair de casa, a não ser em emergências.

JUDAÍSMO

Significado: é o fim do corpo material. A verdadeira pessoa, que é a alma, é eterna.

Preparação: a criança aprende desde o início que a vida é feita de mudanças.

Reencarnação: existe outro mundo, para onde as almas vão, chamado de “olam habá” (mundo vindouro). No entanto a alma pode voltar para a terra num outro corpo para completar sua missão.

Ritual: o corpo é envolvido em panos brancos, e o caixão é fechado para que ninguém mais o toque. Familiares e amigos rezam salmos. Parentes próximos cortam tecido da roupa para mostrar o luto.

Luto: na primeira semana, os parentes se reúnem para rezar em casa. Apenas o espiritual conta, por isso os espelhos da casa, que refletem o corpo material, são cobertos. A pessoa é lembrada na data de morte por todos os anos seguintes.

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Novo filme sobre Chico Xavier

08/04/2011

Encerrando as comemorações do centenário de seu nascimento, estreou  essa semana o filme As mães de Chico Xavier, dirigido por Glauber Filho e Halder Gomes, os mesmos diretores de “Bezerra de Menezes”. Interpretando o médium, Nelson Xavier, que também desempenhou este papel em “Chico Xavier”, a cine-biografia dirigida por Daniel Filho.

O roteiro é baseado no livro “Por trás do Véu de Ísis”, do jornalista Marcel Souto Maior. Ao centro da história estão três mulheres com dilemas que envolvem a vida e o além. Ruth (Via Negromonte) é casada com Mário (Herson Capri), produtor de televisão, cujo filho, Raul (Daniel Dias) está envolvido com drogas. O casamento de Elisa (Vanessa Gerbelli) está em crise, e ela deposita toda sua esperança no filho pequeno (Gabriel Pontes). E Lara (Tainá Muller) descobre-se grávida de seu namorado (Gustavo Falcão), que ganhou uma bolsa de estudos na Espanha. Ela cogita fazer um aborto.

Como na estrutura dos filmes do diretor mexicano Alejandro González Iñárritu, as três histórias correm em paralelo até convergirem na figura do médium. Caio Blat interpreta Karl, um repórter de televisão que é uma espécie de alterego de Souto Maior. O rapaz é incumbido de entrevistar Chico Xavier, e comprovar a veracidade das cartas.

Outras informações http://www.asmaesdechicoxavier.com.br

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