José Alencar suavizou a morte

26/04/2011

A morte do ex-presidente José Alencar teve um significado muito além da perda de um homem público ímpar, probo e avalista político dos dois governos de Luiz Inácio Lula da Silva. Com seu histórico de luta contra o câncer, Alencar suavizou a morte.

Não tenho medo da morte, porque não sei o que é a morte. A gente não sabe se a morte é melhor ou pior. Eu não quero viver nenhum dia que não possa ser objeto de orgulho. Peço a Deus que não me dê nenhum tempo de vida a mais, a não ser que eu possa me orgulhar dele”, disse ele, em um dos vários momentos em que foi questionado pelos jornalistas.

Mais adiante, deu mais um alento para os pessimistas e depressivos de plantão:

O homem deve viver preparado para morrer a qualquer instante, e deve proceder como se não fosse morrer nunca.

Diante de todos os diagnósticos, Alencar nunca se entregou: “Não estou entregue. Estou entregue a quem sempre estive: às mãos de Deus.”

É, o homem honrado não morre nunca. Epa! Esta frase não é minha. Seu autor? José Alencar. (Miron Neto)

Posts mais populares