Cremação de cantor reúne milhares de pessoas na Índia

28/11/2011

No último dia 9, uma multidão de indianos se reuniu para dar adeus ao cantor, escritor e cineasta Bhupen Hazarika. Nascido em 1926, Bhupen era considerado o “Poeta do Brahmaputra”, rio que corta a cidade onde nasceu, e foi um dos grandes responsáveis pela popularização da cultura e da música indiana no mundo.

A procissão que seguia o corpo de Bhupen até o local da cremação recitava, em coro: Bhupen da houk Amor (“Que o irmão Bhupen seja imortal”). Além da legião de fãs, políticos e artistas também se uniram à multidão dos enlutados. “No triste fim do Dr. Hazarika, a Índia perdeu um de seus artistas mais talentosos”, disse o Primeiro Ministro Indiano, em comunicado, e este parecia ser o sentimento durante todo o trajeto; a cremação teve que ser adiada por um dia, para que a grande quantidade de admiradores pudesse se despedir.

A cerimônia de cremação foi feita às margens do rio Brahmaputra, em uma pira funerária, segundo as tradições indianas, e as cinzas, lançadas nas águas do rio.

Fontes: G1 e EFE

Moksha Tower: uma iniciativa para quatro religiões

25/07/2011

A Índia é um dos maiores países do mundo, com a segunda maior população (cerca de 1,2 bilhões de habitantes), e também um dos países com maior diversidade étnica e religiosa. Estes são, também, fatores que tornam os funerais na Índia um assunto complicado.

O rápido crescimento econômico e demográfico, e a constante industrialização, tornam as áreas verdes e espaços abertos indianos cada vez mais escassos e, apesar de a cremação ser preferida por boa parte da população do país, os espaços empregados em sepultamentos aumentam progressivamente.

Foi pensando nisso que os arquitetos Yalin Fu e Ihsuan Lin projetaram, para a cidade de Mumbai, a Torre Moksha, cemitério vertical com 13 andares. Com a promessa de atender aos costumes das quatro grandes religiões predominantes na Índia, a Torre Moksha conta com serviços crematórios e um rio para aspersão das cinzas, para os hindus, espaços para funerais e enterros para cristãos e muçulmanos e, no terraço, uma torre de silêncio, para os zoroastristas.

A torre é definida, pelos seus criadores, como um elo simbólico entre os céus e a terra. Além dos espaços dedicados aos rituais fúnebres das diferentes religiões citadas, a Torre Moksha conta também com diversas áreas verdes, ao longo de sua estrutura, dedicadas à contemplação, meditação e orações, além de ajudar a diminuir a emissão de CO2 e o aquecimento de Mumbai.

Fonte: CTBUH

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