Histórias do Cemitério da Recoleta

03/09/2012

Além da já tradicional visita à tumba da Evita, o cemitério da Recoleta, o mais famoso e tradicional da Argentina, guarda outras interessantes histórias. Reunidas pelo blog Aires Buenos e publicada semanalmente aqui, hoje a série de histórias chega ao fim.

Confira hoje a quinta e última.

5. Elisa Brown, a noiva do Rio da Prata
Elisa Brown, filha do famoso almirante Brown, estava esperando a volta do seu noivo, o comandante Francis Drummond, que justo estava lutando sob as ordens do sogro na Guerra Cisplatina
Na batalha de Monte Santiago, Francis morre nos braços do Almirante. Sua última vontade foi que entregassem a Elisa o relógio que ele estava usando.
Meses depois da morte do marido e desesperada por não conseguir viver sem seu amor, Elisa se joga ao Rio da Prata com o vestido de noiva que havia sido encomendado para seu casamento e morre afogada. Seus restos estão dentro de uma urna que foi feita com o bronze fundido de um dos canhões da embarcação que Francis usou na guerra.

Histórias do Cemitério da Recoleta

13/08/2012

O blog Aires Buenos reuniu cinco histórias do cemitério da Recoleta, o mais famoso e tradicional da Argentina, que vão além da já tradicional visita à tumba de Evita.
As histórias mostram que, além dos mausoléus e da arte cemiterial, conhecer as histórias do lugar torna sua visita bem mais interessante. Confira hoje a segunda história desta série.

2. David Alleno, o coveiro que quis estrear a própria tumba

Desde sua fundação, o cemitério da Recoleta foi endereço fúnebre dos mais ricos. Ser sepultado no local era uma vontade de muitos, inclusive de David Alleno.
David era coveiro do cemitério e sonhava em passar a eternidade ali. Economizou durante toda sua vida para isso acontecer. Com a ajuda do seu irmão, viajou até a Itália, onde encomendou sua escultura (na foto). A lápide do coveiro foi encomendada já com o ano da sua morte, 1910. Quando perguntado sobre esse macabro detalhe pelos seus colegas de trabalho, David nada dizia.
No dia que sua tumba finalmente ficou pronta, David avisou a administração do cemitério que não trabalharia mais ali. Despediu-se dos colegas e foi embora. Ao chegar em casa, o coveiro suicidou-se.
No seu túmulo há uma estátua que o representa com sua antiga roupa de trabalho, uma regadeira, uma vassoura, um molho de chaves e os dizeres “David Alleno, cuidador en este cementerio 1881-1910″. Atualmente é o único feliz proprietário desse pedaço de terra.
Perdeu a primeira história da nossa série? Clique aqui.

5 histórias do Cemitério da Recoleta

06/08/2012

O blog Aires Buenos reuniu cinco histórias do cemitério da Recoleta, o mais famoso e tradicional da Argentina, que vão além da já tradicional visita à tumba de Evita.
As histórias mostram que, além dos mausoléus e da arte cemiterial, conhecer as histórias do lugar torna sua visita bem mais interessante. De hoje até o dia 3 de setembro, vamos publicar, todas as segundas uma destas histórias. Confira!


1. Rufina Cambaceres, a jovem que morreu duas vezes

Em uma das esquinas do cemitério está uma das tumbas mais belas, a de Rufina Cambaceres, filha do escritor Eugenio Cambaceres. Diz a história que na noite que a menina completava 19 anos, sua mãe faria uma grande comemoração e a levaria para o teatro, apresentando Rufina para a sociedade.

Porém, antes de sair, a menina foi encontrada morta, rígida no chão. Um médico confirmou sua morte e no dia seguinte ela foi sepultada. Alguns dias depois, os funcionários do cemitério encontraram seu caixão aberto com a tampa quebrada. A versão oficial diz que foi um roubo, mas o provável é que a Rufina tenha sofrido um ataque de catalepsia e acordado dentro do sepulcro, já que foram encontrados vários arranhões na parte interior do caixão.

Uma estátua mostra a menina segurando uma espécie de maçaneta da tumba, como se quisesse sair ou entrar no mundo dos mortos.

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