Agente funerário conta histórias de enterros inusitados

20/06/2012

Imagine um enterro em que o falecido levou uma picape para a sepultura. Ou então um funeral em que o caixão continha uma coleção de revistas Playboy. Agente funerário há mais de 30 anos nos EUA, Robert D. Webster é autor de um livro sobre o assunto (“Does this mean you´ll see me naked?” traduzido literalmente para o português: “Você precisa me ver nua para fazer o seu trabalho?”) e conta essas e outras histórias inusitadas que acontecem em enterros. Baseado no sucesso da publicação, podemos concluir que as pessoas querem saber o que acontece com seus entes queridos após a morte.

Confira aqui a entrevista completa com o autor.

Cremação de cantor reúne milhares de pessoas na Índia

28/11/2011

No último dia 9, uma multidão de indianos se reuniu para dar adeus ao cantor, escritor e cineasta Bhupen Hazarika. Nascido em 1926, Bhupen era considerado o “Poeta do Brahmaputra”, rio que corta a cidade onde nasceu, e foi um dos grandes responsáveis pela popularização da cultura e da música indiana no mundo.

A procissão que seguia o corpo de Bhupen até o local da cremação recitava, em coro: Bhupen da houk Amor (“Que o irmão Bhupen seja imortal”). Além da legião de fãs, políticos e artistas também se uniram à multidão dos enlutados. “No triste fim do Dr. Hazarika, a Índia perdeu um de seus artistas mais talentosos”, disse o Primeiro Ministro Indiano, em comunicado, e este parecia ser o sentimento durante todo o trajeto; a cremação teve que ser adiada por um dia, para que a grande quantidade de admiradores pudesse se despedir.

A cerimônia de cremação foi feita às margens do rio Brahmaputra, em uma pira funerária, segundo as tradições indianas, e as cinzas, lançadas nas águas do rio.

Fontes: G1 e EFE

Berlim, palco de um funeral dividido

16/09/2011

Durante a Guerra Fria, na segunda metade do século passado, a Alemanha foi dividida entre as duas vertentes políticas dominantes: de um lado, o país era socialista, de outro, capitalista. A capital, Berlim, também sofreu essa divisão, e um muro foi construído no meio da cidade, na vila Klein-Glienicke, dividindo a população, os governos e as ideologias. E também algumas famílias.

Em Setembro de 1962, quando, ainda não havendo o muro, uma cerca de arame farpado vigiada constantemente cumpria o papel de divisória, a vila assistiu a um funeral diferente. De um lado, a mãe que recebia as últimas homenagens, do outro suas duas filhas que assistiam à cerimônia.

O sacerdote decidiu fazer seu sermão próximo a cerca, e ergueu a voz para que as filhas pudessem acompanhar, mesmo que distantes, o ritual. Ruth Hermann, neta que esteve presente ao funeral diz “Nós não podíamos passar para lá – havíamos fugido para o Oeste pouco tempo antes. Meu pai, minha mãe e minha tia estavam enlutados e sob proteção policial, no lado Oeste”. Do outro lado do arame farpado, a família podia ver o cortejo, o sacerdote e o caixão, mas não podiam cruzar a cerca.

O jornal alemão Berlinen Morgenpost capturou imagens da cerimônia e as publicou, na época, como você pode ver abaixo.

Fonte: BBC

O funeral havaiano

27/07/2011

Você já viu aqui no blog como são os funerais japonês e ganês. Hoje, falaremos sobre as tradições havaianas de despedida.

Os funerais havaianos são, geralmente, realizados à tarde ou ao pôr do sol. Podem ser tanto ao ar livre quanto no interior das casas, e sua principal característica é a rememoração da vida e dos feitos da pessoa que se foi.

A família, tradicionalmente, é a responsável pelos preparativos do funeral; caso nenhum familiar esteja presente, cabe aos amigos mais próximos do falecido a tarefa de preparar a comida, produzir os adereços de flores que os convidados usarão (como colares e grinaldas), e narrar os acontecimentos marcantes da vida do morto. Nos funerais modernos, é comum a exibição de vídeos e fotos da pessoa.

Os familiares e amigos geralmente usam branco, ou estampas florais, tipicamente havaianas, sendo que o preto é evitado. A música está sempre presente, seja com corais, bandas ou simplesmente o som do ukelele, pequeno instrumento de cordas similar a um cavaquinho.

O enterro se dá geralmente no final da tarde. Caso se tenha optado pela cremação, as cinzas são lançadas ao Oceano Pacífico, acompanhadas de muitas flores, e uma pequena “procissão” em caiaques e pranchas de surfe.

Os havaianos acreditam que a cerimônia de despedida serve, principalmente, para celebrar a vida daqueles que se foram, e consolar seus entes queridos, lhes permitindo seguir em frente.

No vídeo abaixo, você confere a despedida do cantor havaiano Israel Kamakawiwo’ole, conhecido como IZ.

Fonte: Joan Namkoong. Family Traditions in Hawaii. Honolulu: Bess Press, 2004.

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