Velório em 3D

07/11/2011

Na Espanha, uma empresa possibilita que o cliente deixe todos os detalhes do próprio funeral acertados; música, cardápio, cerimonial. O grande diferencial, no entanto, é que a Por Tudo que Vivemos, empresa que disponibiliza o serviço, possibilita que o contratante visualize uma projeção em 3D do que está contratando.

Além de ajudar na organização do cerimonial, a empresa também oferece serviços de memorial, como urnas personalizadas, local para o espargimento das cinzas, plantio de árvores e outros, e conta também com serviço de notificação de falecimento através de redes sociais. “Por que não ver a pessoa que faleceu, alguém que é querido por todos, como uma recordação agradável? E sair do funeral de uma forma positiva?”, diz o gerente, Miguel Adán Martínez.

Fonte: UOL

Funerais excêntricos

24/10/2011

Recentemente, o funeral de Arch West, criador dos salgadinhos Doritos, foi notícia por amigos e familiares terem colocados em sua urna funerária, junto às cinzas, migalhas do petisco, em sua homenagem. Outras despedidas também ficaram famosas pela excentricidade de seus rituais, na maioria das vezes realizados para satisfazer aos desejos que a pessoa manifestou em vida, ou homenageá-la com algum aspecto de sua carreira ou personalidade.

Frederic Baur, por exemplo, designer da embalagem das batatas-fritas Pringles, teve seus restos mortais guardados em uma das latas cilíndricas que ele criou. Os filhos de Baur utilizaram a “urna” personalizada a pedido do pai.

A atriz Elizabeth Taylor pediu que o serviço fúnebre fosse “elegantemente atrasado”. Suas instruções solicitavam que a cerimônia de funeral começasse ao menos 15 minutos depois do agendado. “Ela queria se atrasar para seu próprio funeral”, disse o agente da atriz, em um comunicado.

Elizabeth Taylor pediu que seu funeral fosse “elegantemente atrasado”

Já Malcolm McLaren, ex-empresário da banda de punk rock Sex Pistols, desejava que em seu funeral fosse realizado um “minuto de desordem”, em vez do tradicional minuto de silêncio. O funeral aconteceu em 2010, e em seu caixão foram grafitados os dizeres “rápido demais para viver, jovem demais para morrer”. O caixão foi transportado em uma carruagem, ao som dos Pistols.

As cinzas de Gene Roddenberry, criador da cultuada serie de ficção científica Star Trek, foram levadas ao espaço em 1997. Juntamente com os restos mortais de Roddenberry, foram lançados à órbita da Terra os de outras 23 pessoas. As cinzas orbitaram até 2002, e então reentraram na atmosfera.

O jornalista Hunter S. Thompson, recebeu como homenagem do ator Johnny Depp um curioso funeral; suas cinzas disparadas por um canhão.

Eugene Shoemaker, um dos descobridores do cometa Shoemaker-Levy, e também considerado o pai da ciência planetária teve um dos sepultamentos mais diferentes que se conhece; em 1999, foi deixada uma cápsula com seus restos mortais na superfície da Lua, o primeiro enterro lunar da História.

Frank Sinatra: moedas no caixão seriam usadas em “ligações de emergência”

No funeral do cantor Frank Sinatra, que seguiu as tradições de funerais católicos, pequenos detalhes chamaram a atenção dos presentes. Dentro do caixão, foram colocadas uma garrafa de conhaque e moedas, supostamente para serem usadas em “telefonemas de emergência”.

O geólogo Brian Tandy teve suas cinzas transformadas em diamantes sintéticos, em 2004. As pedras foram utilizadas em joias, por seus familiares.

Fonte: Folha

Funerária inova ao criar funeral drive-thru

10/05/2011

Uma empresa norte-americana criou sua versão para o termo “descanse em paz”. Na Robert L. Adams Funerária, em Compton, Califórnia, os membros de uma família podem ver seus parentes falecidos em exibição dentro de um caixão aberto localizado numa vitrine de um drive thru.

O proprietário diz que a intenção é fazer com que o corpo seja visto pelo maior número de pessoas e evitar que idosos deixem seus carros para darem o último adeus ao parente falecido.
A funerária existe desde 1974 e costuma receber seus visitantes com candelabros de ouro no salão da recepção. Mas, o que realmente chama atenção é o drive-thru. Ele fica posicionado próximo à porta principal e possui longos vidros para permitir uma visão sem obstáculos do corpo.
“Você pode vir depois do trabalho, sem se preocupar com estacionamento. Você pode assinar o livro e a família saberá que você prestou seus respeitos. É uma característica única que nos diferencia das outras funerárias“, disse Robert Adams, o proprietário. O funeral drive-thru custa pouco mais de R$ 2 mil.


Fonte: ig e Los Angeles Time

Curiosidades sobre o osoushiki (funeral japonês)

02/05/2011

O ritual de falecimento dos japoneses tem várias curiosidades interessantes. Quando possível, os japoneses trazem a pessoa que faleceu para passar uma última noite em sua própria casa, e “descansar em seu próprio futon uma última vez”. Familiares e amigos prestam uma última visita e despedir-se da pessoa falecida. Na manhã seguinte o corpo é levado em lenta procissão ao local onde os serviços de preparo do corpo serão feitos, caso não sejam feitos na própria residência. Dependendo da preferência da família, pode ser um templo ou uma casa funerária. Como em vários lugares do mundo, no Japão a maioria das pessoas se veste de preto para ir a velórios.

Os familiares a amigos que chegam a um funeral costumam  deixar presentes em num envelope chamado KÕDEN, que no sentido literal quer dizer contribuição para compra de incenso e é oferecido à família enlutada. Esses envelopes são encontrados em papelarias e lojas de conveniência, e os valores doados variam de acordo com o grau de relacionamento que se tinha com a pessoa que faleceu. No envelope deve constar o nome da pessoa que está fazendo a doação, para que a família depois providencie agradecimentos.

Evita-se dar somas em dinheiro com o número 4, ou quatro cédulas de dinheiro (o número 4 em japonês tem o mesmo som da palavra “morte”, e isso é considerado uma gafe).

Fonte: culturajaponesa.com.br

Funeral ganês: dançar, se divertir , beber

15/04/2011

Os irlandeses podem ser conhecidos por sua alegria, mas os ganeses estão ganhando a fama de ser alegres até depois da morte. Na cidade de Nova Iorque, os funerais comandam o calendário social de uma comunidade de imigrantes desta nação do oeste africano.

A pista de dança está lotada, os drinks estão sendo servidos e uma turma de jovens mulheres com cortes de cabelo estilosos e saltos altíssimos recém chegaram, prontas para cair na festa. A festança, na verdade, é o funeral de Gertrude Manye Ikol, uma enfermeira de 65 anos, de Gana, que faleceu.

Oferecidos quase todos os finais de semana em salões paroquiais e salões de festas pela cidade, a programação ocupa a noite toda, com bebida liberada e música para tremer o quarteirão. O corpo do falecido pode ou não estar presente. As crenças podem ser evangélicas, católicas ou laicas. O falecido pode ter morrido em Nova Iorque ou na África, há poucos dias ou há meses. Mas todos os funerais tem o mesmo objetivo – festas para arrecadar fundos para familiares enlutados.

Casamentos, batizados e aniversários são comemorados normalmente nas famílias ganesas, mas poucos desses eventos alcançam o sucesso de um memorial. As festas são amplamente divulgadas, noticiadas com semanas de antecedência através de convites online ou com pilhas de flyers, distribuídos em restaurantes e mercados africanos.

Os folhetos lembram cartazes de teatro, com fotos da família em luto e amigos.

Os eventos reunem enfermeiras, estudantes, cientistas e motoristas de táxi ganeses, procurando diversão no dia a dia da vida de imigrante em Nova Iorque.

Como em Gana, convidados de um funeral não precisam necessariamente conhecer o falecido ou sua família. Mas se espera respeito aos enlutados, se jogar na pista de dança e doar de 50 a 100 dólares – que muitos não pagam – para ajudar no envio do corpo a África ou cobrir outros custos. Os funerais normalmente iniciam em torno das 22 horas, com bênçãos religiosas, cerimônias e discursos. À meia noite, a pista de dança é aberta. Às duas da manhã, os convidados que não conhecem o falecido chegam e a festa está só começando.

Fonte: New York Times, revista National Geographic

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