Morre o ator Michael Clarke Duncan aos 54 anos

04/09/2012

Faleceu nesta segunda-feira (3) o ator Michael Clarke Duncan, conhecido por seu trabalho em “À espera de um milagre”, estrelado por Tom Hanks. A informação é da agência Associated Press.
Duncan tinha 54 anos de idade e também atuou em filmes como “Sin city – A cidade do pecado”, “O planeta dos macacos” e “Armaggedon”. No dia 13 de julho, o ator sofreu uma parada cardíaca, tendo sido reanimado por sua noiva. Na época, o site TMZ observou que o procedimento era surpreendente, dado que Duncan pesava cerca de 150 quilos.

Desde então, ele estava internado. Ainda em julho, os médicos chegaram a registrar que seu “batimento cardíaco estava muito forte”. Conhecido por seu porte físico avantajado, Duncan também chegou a contracenar com Charlie Sheen como convidado especial do seriado “Two and a half man”, na pele de um jogador de futebol americano.

Nesta segunda, o TMZ informou que Duncan morreu “de repente”. Citando fontes não identificadas, o site escreve que Omarosa, por alguns instantes, deixou o quarto em que o ator estava internado, em Los Angeles. Quando ela retornou ao local, ele já estava morto. Michael Clarke Duncan iniciou sua carreira em 1995, e em seus primeiros trabalhos costumava ser escalado para o papel de segurança ou guarda-costas. Curiosamente, no entanto, seu papel de maior destaque foi o de um prisioneiro sensível e de poderes sobrenaturais, em “À espera de um milagre”.

Além da Vida

12/09/2011

Clint Eastwood é um dos diretores mais aclamados da atualidade. No ano passado, em que completou 80 anos – em plena forma e em um dos seus melhores momentos profissionais –, ele resolveu se arriscar em um filme diferente daqueles a que o público estava acostumado. Além da Vida (Hereafter), narra três histórias diferentes, que se intersectam através de um ponto em comum.

O filme acompanha a história da francesa Marie (Cécile de France), que, após quase morrer em uma catástrofe na Indonésia, muda completamente sua forma de encarar o mundo. Em Londres, o menino Marcus (George McLaren), sofre com a perda do irmão gêmeo Jason (Frankie McLaren), a quem era muito ligado. A conexão entre os dois é o protagonista, George (Matt Damon), um suposto médium que age como intermediário entre vivos e mortos, mas que desistiu da atividade e agora trabalha como operário.

Apesar do plano de fundo espírita, o filme de Clint Eastwood não aborda questões religiosas, nem se propõe a dar respostas aos questionamentos básicos sobre vida após a morte. Na verdade, o “Além da Vida” oscila entre o que é real e o que não é, nunca deixando claro se as visões, experiências e dons dos personagens são mesmo verdadeiras. É uma história sobre a complexidade da vida, as escolhas que cada um de nós tem que fazer e sobre como lidamos com as coisas que amamos e as que perdemos.


Fontes: Uol e Omelete

Cinema: A Partida

15/08/2011

Produção japonesa de 2008, A Partida (Okuribi), narra a reação dos vivos diante da morte. A história segue Daigo, violoncelista de uma orquestra de Tóquio que acaba ficando desempregado. Ele decide, então, mudar-se para o interior do Japão com sua esposa, e aceita uma vaga de emprego sem saber ao certo do que se trata.

Daigo é agora um nokanshi, profissional que presta serviços funerários, preparando os mortos para as cerimônias de despedida. No início, sente-se contrariado com o emprego, e tem medo da reação de sua esposa, no entanto, no decorrer do tempo, ele percebe a sutileza dos detalhes envolvidos na tarefa, e desenvolve um profundo respeito pelo trabalho.

A poesia do filme também aparece nas imagens dos rituais tradicionais japoneses e nas cenas em que Daigo toca seu violoncelo. A Partida foi premiado, em 2009, com o Oscar de melhor filme estrangeiro.

Documentário sobre a morte de Lady Di estreia em Cannes

23/05/2011

‘Unlawful Killing’, polêmico documentário sobre a morte da Princesa Diana estreou  no último dia 16 no Festival de Cannes. O filme promove a teoria de que a princesa do povo e o seu namorado, Dodi al Fayed, foram mortos em Paris, em 1997, não por causa de um infeliz acidente de carro mas através de uma conspiração dos serviços secretos britânicos, a família real e o então primeiro-ministro, Tony Blair.

Unlawful Killing conta com entrevistas a Tony Curtis, Mohamed Al Fayed, Piers Morgan, Howard Stern ou Michael Mansfield.

“Estrear este filme em Cannes para os meios de comunicação de todo o mundo será, simultaneamente, excitante e aterrorizador para mim. Já em 2004, estava intrigado com o fato de Mohammed Al Fayed ter levantado muitas questões e dúvidas sobre a morte do seu filho e da Princesa Diana”, revelou Keith Allen, que participou como ator no filme Trainspotting.

Fonte: Cinema Uol

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Vidas em luto

18/05/2011

por ROGER LERINA*

“Reencontrando a Felicidade” (2010) gira em torno de um tema que costuma descambar para o melodrama: a morte de uma criança. O longa dirigido pelo americano John Cameron Mitchell, no entanto, mantém um registro dramático contido, que areja o argumento pesado com reflexão ponderada, compaixão e mesmo humor.

A história começa mostrando o cotidiano marcado pela tragédia de Howie e Becca – vividos por Aaron Eckhart e Nicole Kidman: o filho de quatro anos do casal morreu atropelado na frente de casa. Oito meses depois do acidente, marido e mulher enfrentam de formas diferentes a dor: Howie quer tocar a vida em frente, porém não se desfaz das lembranças do filho; já Becca aparenta ter assimilado a morte e evita falar do filho – mas sua imagem de fortaleza esconde a incapacidade de retomar uma existência normal. Enquanto Howie continua frequentando um grupo de discussão formado por pessoas que viveram o mesmo tipo de drama, onde encontra um ombro amigo em Gaby (Sandra Oh), Becca desiste dessas reuniões. Em compensação, ela aborda na rua Jason (Miles Teller), o adolescente responsável pelo acidente de carro que matou seu filho, e passa a encontrar- se regularmente com o rapaz em uma praça.

O personagem de Nicole Kidman é o centro ao redor do qual orbitam as outras figuras de “Reencontrando a Felicidade” – todos observando com certa expectativa a maneira como Becca lida com seu luto. Na masmorra emocional que construiu para si, a protagonista não permite o carinho ou o diálogo do marido, os conselhos da mãe (Diane Wiest) ou a aproximação da irmã irresponsável (Tammy Blanchard), que anuncia estar grávida do namorado. A impassibilidade de Becca, entretanto, está a um passo de ruir, e o enfrentamento dos impasses de seu casamento e de seus fantasmas pessoais é iminente.

“Reencontrando a Felicidade” é baseado em uma peça de teatro escrita por David Lindsay-Abaire, que também adaptou o texto para o cinema. Realizador dos filmes de temática homossexual “Hedwig – Rock, Amor e Traição” (2001) e “Shortbus” (2006), o diretor e ator John Cameron Mitchell mostra novamente em seu mais recente trabalho a sensibilidade na abordagem dos sentimentos conflitantes dos personagens e o talento na direção de atores. O elenco homogêneo realça as participações dos ótimos coadjuvantes, como Dianne Wiest e Sandra Oh. Já a credibilidade do drama deve muito às notáveis atuações de Aaron Eckhart e, em especial, de Nicole Kidman – merecidamente indicada ao Globo de Ouro e ao Oscar. Depois de alguns tropeços recentes na carreira como “Austrália” (2008) e “Nine” (2009), a ex-mulher de Tom Cruise reencontra nesse filme o brilho das atuações e da beleza do tempo de títulos como “De Olhos Bem Fechados” (1999) e “Moulin Rouge – Amor em Vermelho” (2001).

*Roger Lerina é jornalista e  critico de cinema. É colunista da Contracapa do Segundo Caderno do Jornal Zero Hora. Critica publicada originalmente no jornal Zero Hora

A morte em “Biutiful”

29/04/2011

Na Catalunha, Uxbal (Javier Bardem) coordena vários negócios ilícitos, que incluem a venda de produtos nas ruas da cidade e a negociação do trabalho de um grupo de chineses, cujo custo é bem menor por não serem legalizados e viverem em condições precárias. Além disto, Uxbal ganha dinheiro como uma espécie de médium, apesar de resistir internamente em receber por isto. Uxbal precisa conciliar sua agitada vida com o papel de pai de dois filhos, já que a mãe deles, Marambra (Maricel Álvarez), é instável. Até que, após sentir fortes dores por semanas, ele resolve ir ao hospital. Lá descobre que está com câncer e que tem poucos meses de vida.


Com assinatura do cineasta mexicano Alejandro González Iñarritu – diretor de Babel e Amores Brutos -, Biutiful conta a trágica história de um dedicado pai que, sentindo a iminência da morte, prepara seus filhos para este difícil momento. Falando da morte, que entra sempre em seus filmes – como Amores Brutos (2002), 21 Gramas (2003) e Babel (2006) – o diretor Iñarritu explica:

– Eu sempre observo a morte a partir da vida. Mais que a morte, me interessa a vida. E é ao sentir que pode morrer que Uxbal, paradoxalmente, sente que a vida está ganhando significado. Ele encontra esse sentido no amor, na compaixão.

A intensidade do drama de Biutiful rendeu ao ator Javier Bardem o prêmio de melhor ator no Festival de Cannes de 2010. O longa também teve uma indicação ao Globo de Ouro na categoria melhor filme estrangeiro. Com locações em Barcelona, Catalunha e Navarra, na Espanha, este é a primeira obra de Iñarritu sem a participação do roteirista Guilermo Arriaga.

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Novo filme sobre Chico Xavier

08/04/2011

Encerrando as comemorações do centenário de seu nascimento, estreou  essa semana o filme As mães de Chico Xavier, dirigido por Glauber Filho e Halder Gomes, os mesmos diretores de “Bezerra de Menezes”. Interpretando o médium, Nelson Xavier, que também desempenhou este papel em “Chico Xavier”, a cine-biografia dirigida por Daniel Filho.

O roteiro é baseado no livro “Por trás do Véu de Ísis”, do jornalista Marcel Souto Maior. Ao centro da história estão três mulheres com dilemas que envolvem a vida e o além. Ruth (Via Negromonte) é casada com Mário (Herson Capri), produtor de televisão, cujo filho, Raul (Daniel Dias) está envolvido com drogas. O casamento de Elisa (Vanessa Gerbelli) está em crise, e ela deposita toda sua esperança no filho pequeno (Gabriel Pontes). E Lara (Tainá Muller) descobre-se grávida de seu namorado (Gustavo Falcão), que ganhou uma bolsa de estudos na Espanha. Ela cogita fazer um aborto.

Como na estrutura dos filmes do diretor mexicano Alejandro González Iñárritu, as três histórias correm em paralelo até convergirem na figura do médium. Caio Blat interpreta Karl, um repórter de televisão que é uma espécie de alterego de Souto Maior. O rapaz é incumbido de entrevistar Chico Xavier, e comprovar a veracidade das cartas.

Outras informações http://www.asmaesdechicoxavier.com.br

Em cartaz: A Árvore

01/04/2011

Baseado no livro Our Father Who Art in the Tree, de Judy Pascoe, o novo longa da francesa Julie Bertucelli, diretora de Desde que Otar Partiu, está em cartaz nos cinemas do Brasil.

Um drama sensível e emocionante, A Árvore trata de um tema que teria tudo para ser denso com leveza e lirismo. O enredo traz a história da família

O’Neil: mãe, pai e quatro filhos que vivem felizes numa pequena aldeia da Austrália. Um dia, tudo muda. A morte trágica e inesperada do patriarca abala a todos, gerando uma onda de tristeza e depressão pela casa.

Cada um reage de uma maneira, mas Simone (Morgana Davies), a filha de oito anos, não quer se entregar ao luto. A garotinha passa horas dos seus dias sentada nos galhos da grande figueira no jardim da casa, onde ela acredita que o espírito do pai esteja e onde, para ela, é possível se comunicar com ele.

Apesar de conseguir enganar a tristeza quando está na árvore, Simone tem que aceitar que a vida precisa continuar. É o que faz a jovem viúva Dawn (Charlotte Gainsbourg), disposta inclusive a encontrar um novo amor. Com destaque para as interpretações de Morgana e Charlotte, A Árvore é uma bem sucedida combinação de fotografia, lirismo e realismo fantástico, com uma mensagem emocionante.


FICHA TÉCNICA
Diretor: Julie Bertucelli
Elenco: Charlotte Gainsbourg, Marton Csokas, Morgana Davies, Aden Young
Produção: Julie Bertucelli, Yael Fogiel, Sue Taylor
Roteiro: Judy Pascoe, Elizabeth J. Mars
Fotografia: Nigel Bluck
Trilha Sonora: Grégoire Hetzel
Duração: 102 min.
Ano: 2010
País: França/ Austrália
Gênero: Drama
Distribuidora: Pandora Filmes
Estúdio: Dorje Film / Backup Films / Goalpost Pictures / Taylor Media / Les Films du Poisson
Classificação: 12 anos

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