Um descanso para os pássaros

17/09/2012

Um passarinho desenhado em uma placa localizada na entrada dá o aviso: “Estou cantando para alegrar meus companheiros”. E, de fato, é assim. O silêncio predominante só é quebrado pelo canto dos pássaros que entoam notas como se estivessem prestando uma homenagem aos amigos que já se foram. O local em questão é o cemitério dos pássaros, o único do Brasil, situado na Ilha de Paquetá, no Rio de Janeiro.

Com 24 pequenas covas, que possuem aproximadamente o tamanho de uma caixa de sapatos, o espaço parece uma reprodução em miniatura do cemitério humano que fica ao lado. Com algumas adaptações, é claro. As cerimônias religiosas no sepultamento são trocadas por orações pessoais. Também saem de cena os anjinhos e santos barrocos e, no lugar, entram as esculturas “O pássaro abatido” e “O pouso do pássaro cansado”.

Completa o cenário um mural com trechos de poemas brasileiros que falam sobre aves. “A canção do exílio”, de Gonçalves Dias, é um deles. “Minha terra tem palmeiras, onde canta o sabiá. As aves que aqui gorjeiam, não gorjeiam como lá”, ilustra o painel poético inaugurado no ano passado.

O cemitério de pássaros foi concebido por Pedro Bruno e Augusto Silva, dois artistas plásticos nascidos em Paquetá, ilha localizada na Baía de Guanabara. A data de criação do espaço ninguém sabe ao certo, mas, desde a década de 60, ele é cuidado pelo aposentado Theóphilo de Souza, de 89 anos.

Nessa época, o local estava abandonado e descaracterizado, sendo utilizado como depósito de ferramentas. Funcionário público, o idoso recebeu a permissão do então governador Carlos Lacerda para construir sua casa nos fundos. Vizinhos ao espaço, Theóphilo e sua mulher, já falecida, decidiram, então, reativá-lo com seus próprios recursos.

5 histórias do Cemitério da Recoleta

06/08/2012

O blog Aires Buenos reuniu cinco histórias do cemitério da Recoleta, o mais famoso e tradicional da Argentina, que vão além da já tradicional visita à tumba de Evita.
As histórias mostram que, além dos mausoléus e da arte cemiterial, conhecer as histórias do lugar torna sua visita bem mais interessante. De hoje até o dia 3 de setembro, vamos publicar, todas as segundas uma destas histórias. Confira!


1. Rufina Cambaceres, a jovem que morreu duas vezes

Em uma das esquinas do cemitério está uma das tumbas mais belas, a de Rufina Cambaceres, filha do escritor Eugenio Cambaceres. Diz a história que na noite que a menina completava 19 anos, sua mãe faria uma grande comemoração e a levaria para o teatro, apresentando Rufina para a sociedade.

Porém, antes de sair, a menina foi encontrada morta, rígida no chão. Um médico confirmou sua morte e no dia seguinte ela foi sepultada. Alguns dias depois, os funcionários do cemitério encontraram seu caixão aberto com a tampa quebrada. A versão oficial diz que foi um roubo, mas o provável é que a Rufina tenha sofrido um ataque de catalepsia e acordado dentro do sepulcro, já que foram encontrados vários arranhões na parte interior do caixão.

Uma estátua mostra a menina segurando uma espécie de maçaneta da tumba, como se quisesse sair ou entrar no mundo dos mortos.

Restaurante indiano oferece chá ao lado de túmulos

06/07/2012

New Lucky Restaurant fica em Ahmedabad, na Índia

Em cima de um cemitério muçulmano centenário, restaurante indiano serve refeições e bebidas aos clientes bem ao lado dos túmulos.
Os clientes acham que o local traz uma sensação de tranquilidade e que beber o chá ali deixa a experiência mais agradável.

Confira a matéria na TV UOL:

Restaurante indiano oferece chá ao lado de túmulos

Construções funerárias ao longo da História

02/11/2011

Foi na Mesopotâmia, onde hoje é o Iraque, que a invenção do tijolo possibilitou construções elaboradas. Os povos antigos que habitavam a região entre os rios Tigre e Eufrates foram os primeiros a erguerem construções para abrigar seus mortos. Nesses locais, eram depositados objetos pessoais do morto, que o acompanhariam na vida após a morte.

Para os antigos Hebreus, os túmulos costumavam ser demarcados com pilhas de pedras, que eram repostas, ao longo dos anos, sendo o mais famoso destes o túmulo de Raquel, segunda esposa do patriarca Jacó. A Caverna de Macpela, onde estão sepultados Abraão, Isaque e Jacó, é local de peregrinação para judeus, árabes e cristãos ainda hoje.

Santuário erguido em Macpela, túmulo dos patriarcas hebreus

No Egito, as construções funerárias alcançaram sua maior importância; os faraós consideravam a construção de suas câmaras mortuárias como a obra mais importante que realizariam em vida. A imponência das pirâmides, câmaras e cidades inteiras edificadas apenas para fins funerários impressiona até hoje, e os conhecimentos adquiridos pelos egípcios em seus ritos funerários fizeram deles um dos povos mais cientificamente avançados de toda a Antiguidade. Na América, construções e rituais similares aos egípcios eram praticados pelos povos maias, astecas e incas.

Pirâmides egípcias (à esquerda) e pirâmide asteca

Durante a Idade Média, na Europa, as igrejas eram o espaço destinado ao sepultamento. Cemitérios e criptas eram agora considerados solo sagrado, e os mausoléus, monumentos e lápides elaboradas, com suas esculturas e inscrições, tinham o papel de eternizar a memória do morto.

Os cemitérios medievais eram construídos nos pátios das igrejas

Ainda hoje, marcamos o falecimento de nossos entes queridos de diversas formas; algumas físicas, como placas e lápides, ou ainda com o plantio de uma árvore, outras menos palpáveis, como os rituais pessoais de despedida, ou o próprio luto. Não importa como, onde ou de que forma, sempre houve e sempre haverá alguma maneira de se recordar aqueles que partiram.

Fontes: Mistérios Antigos, História Viva e CafeTorah

Pedras sobre os túmulos: um curioso costume judaico

05/10/2011

Os sepultamentos judaicos tendem a ser sempre bastante simples: o corpo, após lavado e purificado, deve ser sepultado o mais rapidamente possível, em um caixão simples, enquanto se recitam orações e trechos da Torá e dos Salmos.

Uma prática, do entanto, chama a atenção de quem passe por um cemitério judaico. Sobre as lápides, muitas vezes, estão depositadas pequenas pedrinhas, por aqueles que visitaram o túmulo.

Não se sabe ao certo quando ou como o costume teve início. Segundo o rabino americano Maurice Lamm, as pedrinhas sobre os túmulos representam a constante presença da família no local do sepultamento, sendo que uma pedra é depositada a cada visita ao túmulo, como prova de sua lembrança e fidelidade àquele que partiu. Outra teoria é de que o costume remonta aos tempos bíblicos, em que os túmulos eram demarcados por grandes pilhas de pedras, que se espalhavam ou eram removidas e tinham sempre de ser recolocadas para marcar o local de sepultamento.

Apesar de o costume ser reservado, na grande maioria dos casos, apenas para túmulos de judeus, é possível verificar a presença das pedrinhas também nas sepulturas de não judeus, como no caso do empresário alemão Oskar Schindler, que durante a Segunda Guerra Mundial, salvou 1.200 judeus de serem mortos em capôs de concentração. Sobre seu túmulo, em um cemitério cristão de Jerusalém, diversas pedrinhas podem ser vistas, como uma homenagem dos visitantes.

Fontes: Chabad.org e Pastoral da Cultura

Europa cria rota turística de cemitérios

22/08/2011

O Conselho Europeu concedeu, em 2010, a 49 cemitérios, de 16 países europeus, a condição de itinerário cultural. A rota, chamada de European Cemeteries Route, e que pode ser conferida no mapa reproduzido abaixo, conta com os cemitérios considerados mais importantes da Europa, pelo seu teor histórico ou artístico.

De acordo com o site oficial da European Cemeteries Route, a iniciativa da criação da rota baseia-se no fato de que “Cemitérios são espaços sagrados e emocionais, mas, ao mesmo tempo, são testemunhas da história local de cidades e vilas. (…) São parte de nosso patrimônio tangível, por suas obras, esculturas, inscrições, e até mesmo pelo seu planejamento urbano”.

Entre os cemitérios que fazem parte da rota estão o famoso Père Lachaise, na França, o Cemitério do Prado, em Portugal, e o West Norwood, no Reino Unido.

Fontes: Mochileiros.com e European Cemeteries Route

Animados cemitérios medievais

22/06/2011

Na antiguidade, os locais reservados ao sepultamento eram, geralmente, mais retirados e distantes dos locais de povoamento. Durante a Idade Média ocidental, por conta do Catolicismo dominante na Europa e sua crença na ressurreição e no Juízo Final, a prática de sepultamento próxima a túmulos de santos e campos consagrados tornou-se comum, e os pátios e átrios de igrejas se tornaram o lugar sagrado destinado a abrigar os mortos. Os cemitérios passaram, então, a ser o coração social e cultural de muitas cidades e vilas.

Viajantes, peregrinos e sem-teto fizeram dos campos sagrados locais de moradia, permanente ou provisória. Os padres, em virtude da falta de espaço nas igrejas, pregavam seus sermões aos fiéis em meio aos cemitérios, agregando ao discurso religioso toda a reflexão causada pela presença dos túmulos.

As constantes peregrinações da época e as reuniões populares, tanto laicas quanto religiosas, atraíam várias formas de comércio, de tendas e lojas a tabernas. As constantes aglomerações de pessoas fizeram dos cemitérios também peças chave da administração pública; sentenças, decretos e proclamas eram publicitados em meio aos túmulos. Joana D’Arc, por exemplo, foi publicamente julgada no cemitério de Rouen, na França.

Muitas dessas práticas duraram até o século XVIII, quando as reuniões e anúncios públicos passaram a ser realizadas nas prefeituras.

Fonte: História Viva

Obras encontram cemitério no centro de Londres

17/05/2011

As obras de preparação para a construção do túnel Crossrail – que vai interligar trens intermunicipais e nacionais em Londres – revelaram um sítio arqueológico com centenas de esqueletos em Liverpool Street, no Centro de Londres.

No local, ficava o cemitério do hospital de St. Bethlehem, inaugurado em 1247, e conhecido como o primeiro hospício do mundo.

O mapa do antigo hospital indica que milhares de esqueletos podem ter sido enterrados lá. Muitos serão levados para o Museu de Londres, mas todos terão de ser exumados antes da construção do túnel Crossrail. Este é o maior levantamento geológico já realizado em Londres.

Segundo o site da BBC, o arqueólogo do Crossrail, Jay Carver, diz que a expectativa é de que se façam descobertas sobre as causas das mortes das pessoas enterradas no local e por isso, o trabalho de análise e registro é muito importante.

Elizabeth Taylor (1932 – 2011)

24/03/2011

Faleceu ontem a atriz britânica Elizabeth Taylor. O funeral ocorre nesta quinta-feira, segundo o site americano TMZ. Ela será enterrada no mesmo cemitério de Michael Jackson, o Forest Lawn, em Glendale, na Califórnia.

No mesmo cemitério, há outros astros como Clark Gable, Humphrey Bogart, Walt Disney, Nat King Cole, entre outros.

Elizabeth deixou um legado ao cinema mundial, destacando os filmes Quem Tem Medo de Virgínia Woolf e Cleópatra. A atriz morreu cercada por seus filhos, Michael Wilding, Christopher Wilding, Liza Todd e Maria Burton. Ela deixa dez netos e quatro bisnetos. A família pediu a todos que, em vez de enviarem flores, façam pequenas contribuições para a fundaçao da atriz que luta contra a AIDS, através do site. E criou ainda uma página no Facebook para qualquer pessoa poder deixar o seu testemunho e a sua mensagem.

O cemitério Forest Lawn-Glendale é lembrado por possuir uma ampla coleção de arte e arquitetura de fama mundial, desde 1986. No local é possivel encontrar réplicas exatas das obras mais famosas de Michelangelo, como o Davi, Moisés e A piedade.

Também existem réplicas da imortal representação da The Last Supper de Leonardo da Vinci em um vitral , uma das maiores réplicas do mundo.

Criada na Italia por Rosa Caselli Moretti, a obra foi realizada usando os croquis de Leonardo Da Vinci

Criada na Italia por Rosa Caselli Moretti, a obra foi realizada usando os croquis de Leonardo Da Vinci

A coleção conta, também, com estátuas originais de bronze e mármore, moedas raras e vitrais do século XIII.

Situado no patio dos Gardens of Contemplation,o laberinto de Forest Lawn foi inspirado no que está na Catedral de Chartres, França

Alcohol abuse means having unhealthy or dangerous drinking habits, such as drinking every day or drinking too much at a time. The lowest price alcohol

Père Lachaise: cemitério cartão-postal

24/03/2011

Paris é a cidade da Torre Eiffel, do Louvre, dos Jardins de Luxemburgo e da Champs Élysées. Porém, um dos pontos turísticos mais interessantes da cidade luz é o cemitério Père Lachaise, sinônimo de um interessante passeio para observar obras de arte, tombadas pelo patrimônio histórico francês, e visitar túmulos de grandes nomes da história política, cultural e econômica
do mundo.
Localizado em uma área de 44 hectares, no 20°arrondissement – como são chamadas as regiões de Paris – o Père Lachaise é uma das principais áreas verdes da capital francesa. Seu nome é uma homenagem ao padre confessor de Louis XIV, que durante sua vida se dedicou a embelezar o cemitério.

Dos grandes nomes que repousam lá, estão Allan Kardec, Edith Piaf, Serge Gainsbourg, Frédéric Chopin, Marcel Proust, Jim Morrison e tantos outros.
Alguns dos túmulos mais visitados são os de Allan Kardec e de Edith Piaf. Mas, sem dúvida, um dos mais famosos é o de Oscar Wilde. No dia 1º de dezembro de 1900, o jornal The New York Times publicou :

MORTE DE OSCAR WILDE –  Ele terminou em um obscuro hotel no Quartier Latin em Paris. Disseram que teria morrido de meningite, mas há um boato de que cometeu suicídio.”

O anúncio de falecimento comunica que o escritor morreu às três da tarde do dia 30 de novembro e que teria vivido os últimos meses sob o nome de Manmoth. Chegava ao fim a vida de Oscar Fingal O´Flahertie Wills Wilde, nascido na cidade inglesa de Dublin em 1854.

Depois de ser celebrado por escrever O retrato de Dorian Gray, de 1891, e por uma série de peças de sucesso, sua vida mudou completamente ao ser  processado pela família de Lord Alfred Douglas, um jovem aristocrata por quem Wilde se apaixonou e com quem compartilhou um estilo de vida excêntrico. Condenado a trabalhos forçados que consumiram sua saúde e sua reputação, Oscar Wilde exilou-se em Paris. O escritor viveu seus últimos anos por lá. Hoje, ainda é possível visitar a casa onde o escritor inglês viveu e também o seu mausoléu, famoso pelas marcas de batons ali deixadas.

Para quem não pode ir até Paris, é possível fazer um tour virtual no site do cemitério clicando aqui

Our verdict on the best photographic books – check our ratings, summary and recommendations. write review for the book
Roy Thomas Fielding’s PhD dissertation Architectural Styles and the Design of Network-based Software Architectures. custom dissertation We recently invited a few of our authors and contributors to reflect upon how Dissertation Reviews has helped them in their work, and the early career academic
A Ghostwriting Service | Facebook. To interact with A Ghostwriting Service you need to sign up for Facebook first. Sign Up. It’s free and anyone can join. look here

Posts mais populares