Oscar Niemeyer

21/12/2012

 

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“A vida é um sopro, um minuto”.
– Oscar Niemeyer

Oscar Niemeyer, ícone da arquitetura moderna e um dos brasileiros mais reconhecidos no mundo, morreu nesta quarta-feira (5), aos 104 anos em decorrência do agravamento de uma infecção respiratória. Seu corpo está sendo levado neste momento do Palácio da Cidade, no Rio de Janeiro para o cemitério, onde será dado o adeus final.

Pervertendo retas e explorando curvas, Niemeyer era a personificação da simplicidade sofisticada, um traço único do seu trabalho que fez com que fosse reconhecido no mundo inteiro. Em todo o país, veículos de comunicação estão falando sobre o legado físico que ele deixou para as próximas gerações. Mas acreditamos que o homem Niemeyer era tão genial quanto sua persona profissional.

Pouca gente sabe, por exemplo, que ele projetou, construiu e presenteou uma casa ao seu motorista. Não é incrível que este imóvel, escondido em uma favela carioca, tenha a mesma assinatura do homem que construiu Brasília/DF? Não se você considerar que esta pessoa é Niemeyer.

Não foram poucas vezes que o arquiteto dispensou pagamento pelos seus projetos, pois não era o dinheiro que o animava. Era o prazer de expressar-se na arquitetura que fazia.

E agora, no momento da sua despedida, podemos perceber que, na sua vida, o título de “gênio” jamais se sobrepôs ao caráter que o mantinha com os pés no chão. Afinal, como ele mesmo dizia, “O que vale é a vida inteira, cada minuto também, e acho que fiz isso muito bem”.

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