O ritual romeno, uma tradição milenar

14/10/2011

Recentemente, em um encontro com o primeiro-ministro da Romênia, o príncipe Charles da Grã-Bretanha afirmou admirar os rituais do funeral romeno. E não é por menos; o ritual tradicional de sepultamento praticado na Romênia é o mais próximo, atualmente, do antigo ritual praticado no Império Romano.

Pelas tradições romenas, o ritual é iniciado antes mesmo da morte; em seus últimos momentos de vida, a pessoa deve ser assistida por um familiar ou amigo que mantenha em sua mão uma vela acesa. Após o falecimento, o corpo é cuidadosamente banhado, embalsamado e maquiado, e vestido com suas melhores roupas – no caso de moças solteiras, elas são vestidas de noivas – e seus tornozelos são atados um ao outro. O velório é realizado em casa, e costuma durar três dias. Na segunda noite após o falecimento, um padre realiza o primeiro cerimonial, com a leitura dos “Pilares” (Stâlpii, trechos do Novo Testamento), a fim de que o espírito compreenda que não pertence mais a este mundo, e comece a se desapegar do plano material.

Cemitério romeno

No terceiro dia, ocorre o sepultamento ou a cremação. A faixa que atava os tornozelos é, então, removida e queimada. Sobre a boca, é colocada uma moeda, para o espírito poder pagar o pedágio no outro mundo, e o caixão não poderá ser carregado por membros da família, apenas por amigos, vizinhos ou desconhecidos.

Os romenos acreditam que o espírito permanece neste mundo ainda por quarenta dias após a morte, durante os quais poderá ser visto em sonhos e fazer pedidos e recomendações a seus familiares. No quadragésimo dia, é realizada uma festa chama Pomana, com comida, bebida e celebração da vida e da memória da pessoa que partiu. Na Pomana, o luto se encerra, pois a alma é liberta deste mundo, e recordam-se com alegria as realizações e características da pessoa. A Pomana também é realizada a cada ano, até o sétimo, após o falecimento.

Celebração da Pomana

Fonte: Misodor

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