Falece José Elias Flores, fundador do Grupo Cortel

28/12/2011

Faleceu nesta segunda-feira, dia 26, em Porto Alegre, aos 79 anos, o empresário José Elias Flores, o criador da Cortel, uma das maiores empresas brasileiras da área de cemitérios e crematórios, com aproximadamente 400 colaboradores.

Nascido em Santa Cruz do Sul em 1932, José Elias perdeu o pai quando tinha apenas um ano de idade. Teve uma infância pobre, tendo começado a trabalhar com apenas oito anos, entre Santa Cruz e Bagé.

Aos 15 anos veio para Porto Alegre, onde começou como estafeta da Western Telégrafos, empresa responsável pelo envio e recebimento de mensagens através de um cabo submarino. Em seguida, passou a ser caixeiro viajante e, posteriormente, passou a vender terrenos no chamado Beco do Carvalho, onde hoje fica o final da avenida Ipiranga. Com o dinheiro das comissões, comprou áreas de terras pouco atraentes na época, próximo à rua Antônio de Carvalho. Nascia ali, em 1963, a Cortel,
que atuava em projetos de urbanização, terraplenagem e até mesmo na abertura de açudes. Foi assim que surgiu o plano de construir duas mil casas populares, um projeto que atraiu a atenção do Presidente da República, passando pelo Governador, até o Prefeito da cidade. Todos queriam conhecer o empreendimento construído com infra-estrutura de alta qualidade e que havia sido o primeiro projeto aprovado pelo então Banco Nacional da Habitação, mais conhecido por BNH.

Em 1970, José Elias Flores recebeu o convite para fazer uma venda de terras, desde que aceitasse receber participação em um cemitério novo. A área do cemitério ficava no antigo campo do Cruzeiro, próximo à avenida Oscar Pereira. Nascia ali o Cemitério João XXII, o primeiro vertical do país e, na época, o mais alto do mundo. Foi todo construído em concreto armado, um pioneirismo que despertou o interesse de empreendedores de outros Estados e até de outros países.

A partir dali, a opção pela área de cemitérios foi inevitável. Veio o São Vicente, em Canoas, o São Francisco, em Pelotas, o Cristo Rei, em São Leopoldo, o da Colina, em Cachoeirinha e o São José, em Porto Alegre. Em 1997, fiel à sua vocação de pioneiro, José Elias Flores inaugurou em São Leopoldo o primeiro crematório da região Sul. Em 2003, o serviço de cremação chegava à Porto Alegre, através da construção do Crematório Metropolitano São José, com modernas e confortáveis instalações. Em 2005, foi a vez de Viamão receber um crematório, o Saint Hilaire, localizado em uma área com paisagens naturais deslumbrantes.

Todo este trabalho de pioneirismo fez com que José Elias Flores recebesse o título de Cidadão Honorário de Porto Alegre, além de ter sido durante vários anos presidente do Conselho de Cidadãos Honorários e Eméritos da capital gaúcha.

José Elias Flores deixa quatro filhos, dois do primeiro casamento: Angélica e José Elias Flores Júnior e dois do segundo: Renata e Rafael.

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