A morte em “Biutiful”

29/04/2011

Na Catalunha, Uxbal (Javier Bardem) coordena vários negócios ilícitos, que incluem a venda de produtos nas ruas da cidade e a negociação do trabalho de um grupo de chineses, cujo custo é bem menor por não serem legalizados e viverem em condições precárias. Além disto, Uxbal ganha dinheiro como uma espécie de médium, apesar de resistir internamente em receber por isto. Uxbal precisa conciliar sua agitada vida com o papel de pai de dois filhos, já que a mãe deles, Marambra (Maricel Álvarez), é instável. Até que, após sentir fortes dores por semanas, ele resolve ir ao hospital. Lá descobre que está com câncer e que tem poucos meses de vida.


Com assinatura do cineasta mexicano Alejandro González Iñarritu – diretor de Babel e Amores Brutos -, Biutiful conta a trágica história de um dedicado pai que, sentindo a iminência da morte, prepara seus filhos para este difícil momento. Falando da morte, que entra sempre em seus filmes – como Amores Brutos (2002), 21 Gramas (2003) e Babel (2006) – o diretor Iñarritu explica:

– Eu sempre observo a morte a partir da vida. Mais que a morte, me interessa a vida. E é ao sentir que pode morrer que Uxbal, paradoxalmente, sente que a vida está ganhando significado. Ele encontra esse sentido no amor, na compaixão.

A intensidade do drama de Biutiful rendeu ao ator Javier Bardem o prêmio de melhor ator no Festival de Cannes de 2010. O longa também teve uma indicação ao Globo de Ouro na categoria melhor filme estrangeiro. Com locações em Barcelona, Catalunha e Navarra, na Espanha, este é a primeira obra de Iñarritu sem a participação do roteirista Guilermo Arriaga.

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