5 histórias do Cemitério da Recoleta

06/08/2012

O blog Aires Buenos reuniu cinco histórias do cemitério da Recoleta, o mais famoso e tradicional da Argentina, que vão além da já tradicional visita à tumba de Evita.
As histórias mostram que, além dos mausoléus e da arte cemiterial, conhecer as histórias do lugar torna sua visita bem mais interessante. De hoje até o dia 3 de setembro, vamos publicar, todas as segundas uma destas histórias. Confira!


1. Rufina Cambaceres, a jovem que morreu duas vezes

Em uma das esquinas do cemitério está uma das tumbas mais belas, a de Rufina Cambaceres, filha do escritor Eugenio Cambaceres. Diz a história que na noite que a menina completava 19 anos, sua mãe faria uma grande comemoração e a levaria para o teatro, apresentando Rufina para a sociedade.

Porém, antes de sair, a menina foi encontrada morta, rígida no chão. Um médico confirmou sua morte e no dia seguinte ela foi sepultada. Alguns dias depois, os funcionários do cemitério encontraram seu caixão aberto com a tampa quebrada. A versão oficial diz que foi um roubo, mas o provável é que a Rufina tenha sofrido um ataque de catalepsia e acordado dentro do sepulcro, já que foram encontrados vários arranhões na parte interior do caixão.

Uma estátua mostra a menina segurando uma espécie de maçaneta da tumba, como se quisesse sair ou entrar no mundo dos mortos.

Comments (2)

 

  1. […] Desde sua fundação, o cemitério da Recoleta foi endereço fúnebre dos mais ricos. Ser sepultado no local era uma vontade de muitos, inclusive de David Alleno. David era coveiro do cemitério e sonhava em passar a eternidade ali. Economizou durante toda sua vida para isso acontecer. Com a ajuda do seu irmão, viajou até a Itália, onde encomendou sua escultura (na foto). A lápide do coveiro foi encomendada já com o ano da sua morte, 1910. Quando perguntado sobre esse macabro detalhe pelos seus colegas de trabalho, David nada dizia. No dia que sua tumba finalmente ficou pronta, David avisou a administração do cemitério que não trabalharia mais ali. Despediu-se dos colegas e foi embora. Ao chegar em casa, o coveiro suicidou-se. No seu túmulo há uma estátua que o representa com sua antiga roupa de trabalho, uma regadeira, uma vassoura, um molho de chaves e os dizeres “David Alleno, cuidador en este cementerio 1881-1910″. Atualmente é o único feliz proprietário desse pedaço de terra. Perdeu a primeira história da nossa série? Clique aqui. […]

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