Tecnologia: EuMorri.com.br

08/07/2011

Já pensou o que aconteceria com suas redes sociais e profissionais no caso da sua morte? É partindo dessa premissa que surgiu o site EuMorri.com.br, de Campinas, SP.

A iniciativa, no mínimo curiosa, é bem simples: após se cadastrar e fazer o pagamento de uma determinada anuidade, o usuário já pode contar com os serviços do site, que promete comunicar seu falecimento a uma lista de 40 contatos de email previamente informados.

Para que o serviço funcione, obviamente, é preciso que o usuário selecione duas pessoas de sua confiança (os dois primeiros contatos informados na lista) que se responsabilizarão por informar seu falecimento ao sistema do site. A grande vantagem, no entanto, é a possibilidade de, juntamente com a nota de falecimento, os contatos listados receberem uma mensagem pessoal deixada pelo usuário.

Itamar Franco: ícone da política brasileira

06/07/2011

Faleceu no último sábado, 2 de julho, aos 81 anos de idade, o senador e ex-presidente Itamar Franco.

Nascido em um navio, entre o Rio de Janeiro e Salvador, em 1930,Itamar foi prefeito, governador, senador, vice-presidente e, de 1992 a 1994, presidente da República. Entre as contribuições do seu governo ao país, as mais conhecidas são a implementação do Plano Real, que estabilizou a economia brasileira, contendo a forte inflação da época, e o plebiscito de 1993, que definiu a forma de governo atual brasileira.

Católico, Itamar era devoto de Santa Terezinha. O velório, seguido da cremação, ocorreu nesta segunda, dia 4. Cumprindo o desejo do ex-presidente, suas cinzas serão depositadas no jazigo da família, em Juiz de Fora, MG.

“Não se paga dinheiro com a fome, a miséria e o desemprego dos cidadãos brasileiros.” Itamar Franco.

Por um Fio

04/07/2011

Hoje nós trazemos mais uma sugestão de literatura para os leitores do Blog In Memoriam. É o Livro “Por um Fio”, do conceituado médico e escritor Dráuzio Varella, que virou inclusive peça de teatro.

O livro conta as experiências do médico ao longo de seus 30 anos de carreira; a convivência com doentes terminais, as formas que ele encontrou de lidar com a morte de pacientes, perdas de familiares e amigos, e com a idéia da sua própria morte, além das histórias de como as diferentes pessoas que encontrou em sua trajetória profissional encaram seus diagnósticos e a perda de entes queridos. Histórias reais sobre, principalmente, o apego à vida.

Confira abaixo um pequeno trecho do livro:

“Morte é a ausência definitiva. Tomei consciência desse fato aos quatro anos de idade, dois meses depois de ter ficado órfão. Estava sentado à mesa do café-da-manhã, encolhido por causa do frio; minha avó espanhola, de vestido preto, vigiava o leite no fogão, de costas para mim.
Naquela noite, tinha sonhado que passeava de mãos dadas com minha mãe por uma alameda de ciprestes que havia na entrada da chácara de meus tios, na rua Voluntários da Pátria, em Santana, um bairro de São Paulo.
– Vó, nunca mais vou ver minha mãe?
Sem demonstrar a solicitude habitual com que respondia minhas perguntas, ela permaneceu calada, cabisbaixa na direção da leiteira.”

Candomblé: a lenda de Oyá

01/07/2011

O texto a seguir relata a lenda de Oyá, a guia dos espíritos dos mortos, na mitologia do Candomblé.

Vivia em terras de Keto um caçador chamado Odulecê. Era o líder de todos os caçadores.
Ele tomou por sua filha uma menina nascida em Irá, que por seus modos espertos e ligeiros era conhecida por Oyá.
Oyá tornou-se logo a predileta do velho caçador, conquistando um lugar de destaque naquele povo.
Mas um dia a morte levou Odulecê, deixando Oyá muito triste. A jovem pensou numa forma de homenagear o seu pai adotivo.
Reuniu todos os instrumentos de caça de Odulecê e enrolou-os num pano. Também preparou todas as iguarias que ele tanto gostava de saborear. Dançou e cantou por sete dias, espalhando por toda parte, com seu vento, o seu canto, fazendo com que se reunissem no local todos os caçadores da terra.
Na sétima noite, acompanhada dos caçadores, Oyá embrenhou-se mata adentro e depositou ao pé de uma árvore sagrada os pertences de Oyá.
Olorun, que tudo via, emocionou-se com o gesto de Oyá e deu-lhe o poder de ser guia dos mortos no caminho do Orun. Transformou Odulecê em orixá e Oyá na mãe dos espaços dos espíritos.
Desde então todo aquele que morre tem seu espírito levado ao Orun por Oyá. Antes, porém, deve ser homenageado por seus entes queridos, numa festa com comidas, cantos e danças.
Nasceu o ritual funerário do axexê.

Fonte: Reginaldo Prandi. Mitologia dos Orixás. Companhia das Letras, 2000.

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